29/01/2026
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Utilizar toxina botulínica no tratamento de DTM pode ser benéfico, mas é necessário cautela. Embora a toxina botulínica tenha se mostrado uma opção para aliviar a dor em alguns casos de DTM refratária, seu uso indiscriminado pode acarretar riscos significativos. Estudos apontam que a aplicação repetida pode levar a efeitos adversos como atrofia muscular, redução da força de mordida e até alterações no osso mandibular, como osteopenia e diminuição do volume ósseo. Além disso, a falta de protocolos claros e a variabilidade nas dosagens aumentam a chance de complicações, tornando o uso dessa substância uma escolha arriscada se não for bem controlada.
Apesar desses riscos, em casos específicos e quando os tratamentos convencionais falham, a toxina botulínica pode apresentar benefícios. Pacientes com dores miofasciais persistentes podem experimentar alívio significativo e melhora no limiar de dor com o uso da toxina botulínica. No entanto, esses resultados positivos devem ser reservados para situações de difícil controle, em que outras abordagens não foram eficazes. Em tais casos, o uso de doses baixas e com acompanhamento rigoroso pode resultar em melhora clínica, desde que com a devida cautela e monitoramento dos efeitos adversos.
Portanto, embora o tratamento com toxina botulínica seja promissor em algumas situações, ele deve ser considerado com moderação e apenas após a falha de tratamentos convencionais. O risco de efeitos adversos a longo prazo exige que o uso seja restrito e controlado, sempre com a avaliação cuidadosa do profissional responsável.
Referência: Caderno SBDOF número 16