02/09/2026
Nessa foto estou anestesiando uma paciente para realizar procedimento minimamente invasivo para tratamento de osteoartrite na articulação temporomandibular (ATM).
Lembrei de uma conversa com minha tia, que estava com muita dor na face, e por coincidência, eu estava por perto para ajudá-la, já que ela mora em Franca (SP) e eu estava lá visitando meus pais.
A atendi e a orientei. Ela então perguntou para mim o que eu faço, como que eu trato os meus pacientes. Eu fui contando sobre a especialidade, sobrei sintomas e tratamento, assim como eu explico para os meus pacientes seguindo a escadinha de complexidade dos tratamentos.
Quando chegou nesse momento de explicar que eu anestesiada, fazia uma injeção na articulação, que havia tratamento onde a gente centrifugava o próprio sangue do paciente e usava uma parte dele para infiltar na Atm e tudo isso guiado pelo aparelho de ultrassom, ela achou corajoso.
Ela, com o seu olhar de paciente, enxergou o quão complexo é. Eu concordo e fico um pouco preocupada com a sua banalização.
Qualquer queixa na atm vira motivo de infiltração, procedimentos mais invasivos e até cirurgia... e o tratamento conservador de base? Estamos esquecendo?
Volto a falar do diagnóstico. Se estamos fazendo um tratamento, insistindo nele sem melhora, precisamos rever o diagnóstico.
E mesmo já fazendo algumas vezes esse procedimento, em todo novo paciente eu planejo direitinho, discuto com o paciente as opções de tratamento e definimos juntos o que será feito, me preparo e sigo acompanhando após o procedimento.
Não podemos esquecer que ele (paciente) deve ser o maior beneficiário do tratamento 😉
Foto tirada pela minha amiga parceira Dra. Bruna Liotto
Trilha sonora já para entrar na energia do show que estou prestes a vivenciar com o meu filho 🤩