29/07/2026
Nem tudo o que pode ser feito, deve ser feito.
Ao longo desses 10 anos, eu já deixei de realizar muitos tratamentos. Não porque eu não pudesse fazer. Mas porque, naquele momento, eu não acreditava que deveria.
Existe uma diferença enorme entre atender ao desejo de alguém e assumir a responsabilidade pelo que estamos indicando.
A estética importa? Claro que sim.
Mas saúde, preservação, individualidade e consciência precisam vir antes.
Eu não quero que um paciente escolha um tratamento porque viu um sorriso bonito na internet. Quero que ele entenda o que faz sentido para o sorriso, para a saúde e para a história dele.
Às vezes, ser uma boa dentista também significa saber dizer:
“Eu não faria isso em você.”
Posso perder um procedimento por isso.
Mas não negocio a tranquilidade de saber que indiquei aquilo em que realmente acredito.
No fim, talvez confiança seja exatamente isso:
o paciente saber que a minha indicação não muda de acordo com o que eu tenho para vender.
Minha palavra sempre vai valer mais do que qualquer procedimento.