26/03/2026
Placa de Mordida Digital (Virtual)
Para a confecção mais precisa da placa de mordida digital, recomenda-se que o escaneamento intraoral das arcadas seja realizado já na posição terapêutica desejada, de modo a criar uma desoclusão adequada. Esse espaço interoclusal pode ser obtido por meio da manipulação manual da mandíbula do paciente, ou utilizando-se um jig previamente confeccionado na posição planejada, especialmente quando o paciente será encaminhado a um centro de documentação para a realização do escaneamento. Quando o próprio profissional realiza o escaneamento, esse espaçamento também pode ser obtido com o auxílio de rolos de algodão posicionados estrategicamente durante o registro oclusal.
Após a captura das imagens, o software do scanner realiza a união dos registros das arcadas superior e inferior, permitindo a montagem digital dos modelos já na posição desejada, que serão então enviados ao laboratório PEO para a confecção do aparelho.
O protocolo recomendado consiste em escanear separadamente as arcadas superior e inferior, garantindo adequada captura das superfícies oclusais, vestibulares, linguais e palatinas — incluindo o palato sempre que o aparelho a ser confeccionado exigir essa área anatômica.
No momento do registro oclusal (Bite Registration), é recomendável realizar dois registros distintos: um em máxima intercuspidação habitual e outro na posição terapêutica com espaço interoclusal previamente determinado, incluindo aumento da dimensão vertical e, quando necessário, avanço mandibular, como nos aparelhos ortopédicos funcionais destinados à correção da Classe II.
Essa metodologia de escaneamento com espaço interoclusal incorporado deve ser adotada no fluxo digital para a confecção de placas de bruxismo, placas miorrelaxantes, aparelhos ortopédicos funcionais e outros dispositivos em que seja necessária uma mordida construtiva em posição terapêutica.