24/01/2018
- Quimioterapia e Laserpuntura.
O câncer ou Neoplasia maligna quando diagnosticado precocemente e tratado com praticas clinicas adequadas, em geral tem grandes possibilidades de cura.
O tratamento será sempre dependente de uma série de fatores a serem avaliados por uma equipe médica especializada. Não me cabe aprofundar neste tema propriamente dito.
Porém, entre os recursos disponibilizados está a quimioterapia. A quimioterapia é preparada para cada paciente individualmente em acordo com as necessidades do paciente, conforme a prescrição do médico.
Reunindo o que acima foi dito, é possível que muitos dos pacientes tratados possam apresentar efeitos colaterais decorrentes da administração dos quimioterápicos, podendo estes atingir níveis de muito desconforto.
As lesões de mucosa da cavidade oral e os problemas funcionais que eles causam, foram agrupados sob o termo de “mucosites orais”. No entanto, as mucosas que revestem os outros órgãos internos também podem ser atingidas, aumentando ainda mais o grau de desconforto.
A toxidade da quimioterapia é o fator biológico mais importante, porém, outros fatores como traumas e infeções locais ou sistêmicas podem mais adiante modificar a ocorrência e a evolução de mucosites, lembrando que quando elas são muito severas, podem conduzir a modificações no plano de tratamento, suspensão da terapia, e causar um impacto sobre a sobrevivência do paciente.
A quimioterapia também está frequentemente associada a náusea, vômito, diarréia, dor e reduz consideravelmente o conforto e a qualidade de vida dos pacientes como, disfunção do sono, anorexia e perda de peso. Ulcerações orais causam dor e dificuldade para engolir e pode haver uma diminuição na ingestão de alimentos, com perda de peso.
O controle de mucosites orais é realizado atualmente com o objetivo paliativo, principalmente no alívio dos sintomas e na prevenção de infeções. A utilização do laser em baixa intensidade é um dos poucos métodos reportados como efetivo na prevenção dos efeitos colaterais agudos.
A odontologia tem sido de grande ajuda para os pacientes que fazem o uso de quimioterápicos. Seja auxiliando nas instruções adequadas de higiene oral ou na administração de outros procedimentos.
- Laserpuntura.
Um dos meios auxiliares utilizado na odontologia para minimizar os efeitos colaterais decorrentes da quimioterapia é o laser terapêutico. Porém, o auxilio oferecido aos pacientes podem ser maximizados quando o terapeuta ou odontólogo faz uso da Laserpuntura.
Os quimioterápicos podem gerar no paciente, considerando-se todos os fatores atuantes, um aumento na temperatura corporal, principalmente nas mucosas, causando nestas uma desnaturação do tecido epitelial, expondo conjuntivo. Isto leva a formações de lesões e consequentemente o aparecimento da dor e do desconforto.
Também, é necessário levar em consideração a alteração emocional associado à doença. Sabe-se que os fatores emocionais causam no paciente estagnação de energia e baixa da imunidade. A estagnação de energia causa desconforto e dor.
A baixa da imunidade nestes pacientes aumenta o risco de doenças oportunistas, tal como a candidíase, aumentando ainda mais o desconforto e o prosseguimento adequado do tratamento.
A laserpuntura aplicada preventivamente normaliza a circulação sanguínea e também a circulação de água, com isso minimiza o calor e consequentemente a formação de lesões. A aplicação laser também ajuda controlar as alterações emocionais e como consequência melhora o estado imunológico.
Há também pontos de acupuntura apropriados para aumentar a capacidade imunológica do paciente, diminuindo desta forma à possibilidade do aparecimento de doenças oportunistas, prevenindo certas infecções.
A laserpuntura ou laseracupuntura não se propõe a tratar a doença propriamente dita, mas se propõe a melhorar a qualidade de vida dos pacientes durante o tratamento da doença. Embora recomendemos sempre a aplicação preventiva, pode-se fazer o uso desta também após a quimioterapia.
Dr. Mário Pansini.