10/06/2022
Canais atrésicos e calcificados são desafiadores quando necessitam de tratamento. 😬🦷
A complexidade e possiblidade de erro são grandes, tanto na abertura coronária, quanto na exploração dos canais. E assim foi neste caso, paciente de 87 anos apresentou-se com queixa de dor na região do 44 (1 pré-molar inferior direita). Te**es clínicos estavam ok e não condiziam com sua queixa.
🔍 Rx periapical mostrou um canal muito atrésico e sem lesão associada, o que também não justificava a dor. Diante da dúvida no diagnóstico foi solicitada uma tomografia computadorizada, o que foi decisivo na tomada da decisão clínica, pois esta evidenciou uma lesão/infecção lateral em terço médio da raíz, o que não foi possível observar na limitada radiografia convencional.
A causa da dor estava definida, próximo desafio era conseguir acessar o canal atrésico e mais, conseguir a limpeza do provável canal lateral associado à lesão. E aí entram os equipamentos, a tecnologia! Neste caso o uso do ultrassom foi decisivo para a localização do "resquício" de canal que ainda existia (insertos E2D e THE FINDER da ).
👉 Após localização do canal, foi essencial o uso das limas especiais C pilot para a exploração do canal, incialmente com uso manual e, depois de avançar até o limite dado pela calcificação no terço apical, ativada com uso de contra ângulo rotação alternada para abrir espaço para uso das limas rotatórias. O uso da irrigação ultrassônica passiva ao final do preparo possibilitou a limpeza e preenchimento do canal lateral associado à lesão, o que torna o prognóstico deste caso super favorável e previsível.
A tecnologia possibilita tratamentos antes impossíveis e digo, há alguns anos não teria resolvido este caso. Agradeço aqui meu parceiro , que me incentivou no uso do ultrassom na Endodontia e que me confiou este caso. Porém, sem conhecimento, muita paciência, empenho e responsabilidade não se consegue uma Endodontia bem feita. 😉✨