10/09/2026
Quer saber quais são os casos que mais me desafiam?
Não são as grandes assimetrias.
Não são os retrognatismos severos.
Não são nem os casos de apneia grave.
São os pacientes que chegam com uma altíssima demanda estética.
Porque a técnica está nas nossas mãos.
Mas a expectativa do paciente, não.
E este caso tinha todos os ingredientes para ser um grande desafio: paciente de 16 anos, extremamente esclarecida, filha de médicos, aluna de um dos melhores colégios da cidade.
E um detalhe que muda tudo:
Essa cirurgia era o sonho dela.
Ela não queria mastigar melhor.
Não queria respirar melhor.
Ela queria simplesmente se olhar no espelho e se sentir mais bonita.
Mas não bastava f**ar bonita.
Ela queria f**ar bonita sem parecer operada.
Natural. Harmônica. Sem exageros. Sem estigma.
E talvez esse seja um dos maiores desafios da cirurgia facial:
quando o paciente não quer apenas uma cirurgia bem feita.
Ele quer que você entregue exatamente aquilo que ele imaginou.
E havia uma exigência ainda maior: f**ar bonita, mas natural. Sem exageros. Sem estigma de “paciente operada”.
É aí que, para mim, está a verdadeira dificuldade da cirurgia estética: não é apenas transformar uma face. É entender exatamente o que o paciente sonha — e saber até onde devemos ir.
E é aí que técnica, planejamento e, principalmente, entendimento do que realmente signif**a “f**ar bonita”, fazem toda a diferença.
É nessa hora que o trabalho em equipe muda completamente o jogo.
Neste caso, contei com a expertise da Dra. Francieli Colombo | Dentista responsável por um preparo ortodôntico impecável, que foi fundamental para chegarmos ao resultado planejado.
E o acaso também ajudou: na semana anterior à cirurgia, eu estava em Salvador-BA ministrando um curso e tive a oportunidade de discutir o caso com grandes amigos e colegas que admiro Lucas Esteves | Ortognática e Bucomaxilo em Salvador - Dr. Daniel Rodrigues
Recebi dicas valiosas e voltei para a cirurgia ainda mais preparado.
No fim, são esses detalhes, essas conversas e essa troca de experiências que fazem a gente evoluir — e que, muitas vezes, fazem toda a diferença no resultado final.