28/07/2026
Não consegui publicar esta homenagem no Dia dos Avós, algumas saudades precisam de tempo para encontrar as palavras.
Esta fotografia é um símbolo. Fotos do ensaio do Dia das Mães deste ano em que a imagem das minhas avós foi projetada ao fundo, como uma lembrança de que o amor permanece, mesmo quando a presença física já não é possível.
Perdi minhas duas avós nos dois anos mais desafiadores da minha vida: 2024 (Vovó Erilda) e 2025 (Vovó Nenzinha). Alana nasceu em março de 2024 e logo elas se foram. Sensação de que elas esperaram a minha maternidade chegar para se despedirem desse plano terrestre. Elas sonhavam em me ver sendo mãe e sempre me falavam isso nas nossas conversas: “Você tem que arrumar um neném”… “O tempo está passando, arruma logo mais um bisneto antes que eu vá embora”… “Deus não pode me levar antes de ver você sendo mãe”. Eram sempre as mesmas falas.
Como senti falta do colo delas nestes últimos anos.
Das palavras sábias, da serenidade, das orações, do tamanho da fé que elas tinham para lembrar que tudo passa. Quantas vezes desejei ouvir um conselho ou simplesmente descansar no abraço de quem sempre me fazia acreditar que eu conseguiria.
E, de alguma forma, nunca me senti completamente sozinha. Em vários sonhos no auge do meu puerpério, elas apareceram. Eu acordava com o coração mais leve, como se tivesse recebido exatamente a força que precisava para dar mais um passo. Se eu consegui amamentar por 2 anos e 16 dias, foi também honrando as minhas avós, que sempre foram grandes incentivadoras da amamentação. Guardo esses sonhos com muito carinho na memória e no meu coração.
Hoje, Alana está prestes a completar 2 anos e 5 meses. O tempo vooa!
Muita gente dizia que o puerpério ficaria mais leve com o tempo. Hoje entendo que não é exatamente isso. Não é que a vida fique mais fácil. Somos nós que mudamos.
Aprendi a colocar limites. Aprendi que não preciso dar conta de tudo. Aprendi a respeitar meus próprios limites e a enfrentar os desafios com mais sabedoria.
A gente vai criando mais recursos para continuar. Vai fortalecendo a fé. Vai encontrando novos caminhos. A saudade permanece, mas já não caminha sozinha.
Gosto de pensar que muito do que