22/12/2021
Nos últimos anos, tem havido uma grande discussão em relação à continuidade de uso do amálgama na prática clínica odontológica, dada a presença de mercúrio.
Stock (1926) identificou o amálgama como fonte de v***r de mercúrio e afirmou que seu uso deveria ser completamente abolido da odontologia. Atribuiu sintomas como cansaço, depressão, irritabilidade, vertigens, enfraquecimento da memória, inflamações bucais, diarréia, perda de apetite e catarro crônico à presença de restaurações de amálgama na cavidade bucal.
Apesar de o amálgama ser um material muito utilizado e ter alguns benefícios, atualmente tem sido levantados questionamentos e há uma crescente preocupação com relação ao potencial para riscos à saúde e danos ao meio ambiente.
Quando inalado, 80% do mercúrio é absorvido e levado pelo sangue às células de todos os órgão do corpo.
O v***r de mercúrio presente dentro da boca pode ser absorvido pelos pulmões. Íons de metal podem ser ingeridos pelo trato gastrointestinal. E os maiores alvos são o Sistema Nervoso e os rins.
O Sistema nervoso central é um órgão sensivelmente afetado pelo mercúrio, e as consequências, dependendo do nível de intoxicação, podem incluir alterações no humor, problemas de memória e concentração, dor de cabeça, fadiga e tremor nas mãos.
O Dr. Tom McGuire, que publicou o livro “The poison of your teeth” (em português: “O veneno dos seus dentes”), demonstrou que o v***r de mercúrio é liberado durante as situações corriqueiras do dia-a-dia. Por exemplo: quando a pessoa escova os dentes, quando toma algum líquido quente como o café, quando masca chicletes, etc.
Conclui então que a exposição ao mercúrio das restaurações de amálgama tem um impacto negativo na saúde das pessoas. Por isso, outros materiais mais seguros deveriam ser usados para evitar o risco à deterioração da saúde associado com a exposição desnecessária ao mercúrio.
E você ainda tem restauração de amálgama na boca?