18/08/2026
Essa frase tem uma parte de verdade: no espelho, aquele espaço realmente não aparece quando sorrimos. Só que o resultado não aparece instantaneamente no espelho. Aparece depois de um tempo, no maxilar.
O osso que f**ava em volta daquela raiz existia por causa dela. Era a mastigação, descendo pela raiz, que mandava o recado para o osso se manter firme e cheio. Sem raiz, o recado para de chegar. O rebordo começa a perder altura e largura já nos primeiros meses e segue perdendo em silêncio, ano após ano.
E o osso é justamente o que sustenta tudo o que está por cima: gengiva, bochecha, canto da boca. Quando ele afunda de um lado, o rosto perde apoio bem ali. A bochecha cede um pouco, o sulco f**a mais marcado desse lado, e a assimetria aparece nas fotos, no sorriso de boca fechada. Ninguém sabe apontar o que mudou, mas percebe que mudou.
Junte a isso acontece algo com a mordida: os dentes vizinhos inclinam para o vazio, o de cima desce procurando o par que não existe mais, e a altura da mordida diminui. O terço inferior do rosto encurta e o queixo se aproxima do nariz. Esse conjunto é o que faz alguém parecer mais cansado e mais velho sem conseguir explicar o motivo.
A curto prazo realmente não é perceptível. Mas a médio e longo prazo, as consequências se tornam mais complexas do que resolver com o implante dentário.
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Responsável Técnico: Dr. Michel Lanes (CRO 13878).