06/09/2026
Imagina essa situação no seu consultório:
O paciente já foi tratado.
A oclusão está em classe I.
Mas a mãe olha e diz:
“doutora, eu ainda não gosto da face do meu filho… sinto que o queixo está pra trás.”
E é aqui que começa o problema.
Porque muitos profissionais ainda confundem duas coisas que são completamente diferentes:
melhora oclusal
e impacto facial
O avanço pré-pico nunca prometeu melhora significativa em face.
O objetivo dele sempre foi corrigir a má oclusão.
E quando você cria expectativa estética em um momento biológico que não sustenta isso… o resultado pode frustrar, mesmo com a oclusão “correta”.
Se a sua intenção é impactar face, você precisa respeitar o tempo biológico.
A literatura é clara:
o pico de crescimento é o momento onde você tem mais previsibilidade para esse tipo de resposta.
Antes disso, o que você está fazendo não é estratégia.
É aposta.
Ortodontia não é só saber o que fazer.
É saber quando fazer.
E isso muda completamente o resultado que você entrega.
Agora me conta:
você já tinha essa percepção sobre o avanço pré-pico ou no pico?
Quando você prefere interceptar a classe II nos pacientes padrão II?