13/02/2026
Desde a década de 1940 até sua aposentadoria, em 1976, meu avô dedicou sua vida à odontologia — e aos seus pacientes. Trabalhava sozinho. Nos dias em que não atendia em casa, em Cerro Branco, acordava antes do amanhecer, encilhava o cavalo na ar**ha e seguia até o Rincão Bonito, Cortado e Rincão dos Cabrais. Era ele quem abria o consultório, atendia cada pessoa com cuidado, organizava e limpava tudo. E, ao chegar em casa no fim da tarde, depois do jantar, ainda se dedicava à confecção das próteses. Era mais que trabalho: era vocação, compromisso e carinho pelas pessoas.
Passadas oito décadas, a odontologia mudou — e eu também aprendi que ninguém cuida de pessoas sozinho. Hoje, sou apenas uma parte do tratamento dos meus pacientes. Talvez o maestro, mas sem a orquestra não existe música, não existe harmonia, não existe o resultado que realmente queremos entregar.
Dividir a rotina com a Andriele, minha ASB, é muito mais do que uma comodidade — é essencial. Ela cuida da organização do consultório, da agenda, do acolhimento dos pacientes e mantém tudo sempre limpo e seguro. Mais do que ajudar, ela faz parte do cuidado. Sem ela, simplesmente não conseguiríamos oferecer o nosso melhor.
E essa rede de cuidado vai além das paredes do consultório. A tecnologia digital já faz parte do nosso dia a dia. Exames radiográficos e tomográficos, escaneamentos e planejamentos digitais são realizados em parceria com a equipe da .odo .
Trabalhamos em sintonia — não apenas no diagnóstico e no planejamento por imagem. Também trocamos ideias com outros colegas e encaminhamos os casos que exigem outras especialidades. Porque, no fim das contas, o mais importante não é quem faz, mas que cada paciente receba o melhor cuidado possível.
Essa é a essência que começou lá atrás: cuidar de pessoas.
Hoje, com mais recursos, mais tecnologia e, principalmente, mais trabalho em equipe — mas com o mesmo propósito e o mesmo coração.