02/07/2026
O erro que moldou o meu propósito.
Aos 18 anos, a gente ainda está descobrindo quem é. Eu entrei em um consultório buscando apenas cuidar da minha pele, tratar uma acne que me incomodava. Mas saí de lá ouvindo que, para ser “mais bonita”, eu precisava preencher meus lábios com PMMA.
Eu era uma menina. Confiei em quem deveria me proteger.
O que se seguiu depois disso não foi beleza. Foi dor. Uma deformidade labial que carreguei no rosto e na alma por 15 longos anos. Foram 15 anos olhando no espelho e não me reconhecendo. 15 anos com a autoestima fragmentada. Foram necessárias três cirurgias dolorosas para tentar colar os pedaços do que havia sido desfeito.
Demorou muito tempo para eu curar essa ferida. Mas,, olhando para trás, eu entendo o sentido de tudo isso. A dor me moldou.
Toda aquela ausência de autoestima que vivi no passado se transformou, hoje, na sensibilidade mais profunda que carrego no meu peito. Quando você senta na minha cadeira, eu não vejo apenas um paciente. Eu vejo a sua história. Eu sinto as suas inseguranças. Eu acolho o seu medo.
Essa cicatriz me ensinou a cuidar com uma entrega que não se aprende nos livros de odontologia. Eu olho nos olhos de cada pessoa que me procura com um único pensamento: “Eu vou te proteger. Eu nunca, nunca vou deixar você passar pelo que eu passei.”
O pior capítulo da minha vida deu origem ao que tenho de mais sagrado na minha clínica: o meu cuidado, a minha atenção obsessiva à sua segurança e o respeito absoluto pela sua identidade.
O meu sofrimento virou o meu legado. E o meu legado é cuidar de você com toda a alma, com todo o meu coração. ❤️