30/08/2026
“Mas daria para fazer sem sedação?”
Provavelmente, sim.
Mas essa não foi a única pergunta que passou pela minha cabeça naquele momento.
Ela chegou até nós depois de um trauma. No início, nem mesmo as nossas historinhas poderiam ser contadas em outro lugar que não fosse o colo da mamãe. 🤍
E foi ali que começamos.
Sem pressa para levá-la para a cadeira. Primeiro, precisávamos mostrar que aquele era um lugar seguro.
Pouco depois, ela já estava na cadeira, tranquila, assistindo desenho, conversando e até dando algumas risadinhas durante o atendimento. 🥹
Foram cerca de 1h30. Dentinhos sensíveis, bastante tempo com a boquinha aberta e um procedimento que poderia se tornar cansativo e desconfortável para uma criança.
Então, além de pensar no que precisava ser feito, eu também pensei em como ela viveria tudo aquilo.
Nesse caso, a sedação inalatória foi um dos recursos utilizados para proporcionar mais conforto e tranquilidade durante o atendimento.
Porque, na odontopediatria, sucesso não é apenas conseguir concluir um procedimento.
É poder olhar para aquela criança no final e perceber que fizemos o possível para que ela se sentisse segura, respeitada e acolhida.
O procedimento termina naquele dia.
Mas a experiência que uma criança cria com o dentista pode acompanhá-la por muitos anos.
E cuidar dessa experiência também faz parte do tratamento. 🤍
É sobre construir, desde cedo, uma relação diferente com o consultório.
Uma relação em que cuidado, respeito e segurança caminham juntos.
Porque, para nós, ir ao dentista é legal. 🦷🤍
E cada experiência vivida com leveza ajuda a construir essa relação.