10/09/2026
Siga Sanzio Marques / Odontologia Estética
SUBSTITUIR AMÁLGAMA NÃO É SIMPLESMENTE TROCAR UM MATERIAL POR OUTRO. É UMA DECISÃO CLÍNICA EM FAVOR DO DENTE.
O amálgama cumpriu e ainda cumpre seu papel na Odontologia. Mas precisamos reconhecer também suas limitações.
Por não ser um material adesivo, sua retenção depende de princípios mecânicos que, associados às características do material e à própria dinâmica do dente, podem favorecer trincas, enfraquecimento estrutural e, em determinadas situações, risco de fratura.
Além disso, aquele substrato escurecido que muitas vezes encontramos após a remoção do amálgama é resultado, entre outras coisas, da pigmentação provocada pela migração de íons e das alterações que ocorrem na estrutura dental ao longo do tempo.
Por isso, em muitos casos, substituir o amálgama por uma restauração adesiva em resina composta não é apenas uma escolha estética.
Pode ser uma forma de prevenção e preservação da estrutura dental remanescente.
Mas existe um detalhe fundamental.
Não basta remover o amálgama. É preciso saber restaurar o dente.
Respeitar o remanescente dental, compreender a anatomia, dominar a adesão, controlar o substrato, trabalhar com incrementos estratégicos e reconstruir a estrutura perdida de maneira funcional e previsível.
Eu não defendo materiais.
Eu defendo dentes.
E é por isso que acredito em uma Odontologia que não espera o dente fraturar para então agir.
Prevenir também é conservar.
E restaurar bem é uma das formas de fazer isso.
É exatamente essa visão, associada à técnica, anatomia, adesão, escultura, acabamento e às estratégias para tornar as restaurações posteriores mais previsíveis, que eu aprofundo no meu novo curso presencial Dominando as Resinas Posteriores.
Muito mais do que aprender a fazer restaurações: aprender a pensar antes, durante e depois delas.