07/09/2026
Siga Sanzio Marques / Odontologia Estética
Classe II MOD.
Quando você tem duas caixas proximais para reconstruir, existe uma estratégia simples que pode aumentar muito a previsibilidade do seu ponto de contato.
Eu prefiro fechar uma caixa proximal por vez.
Cunha, matriz e anel em uma das caixas.
Reconstruo, estabeleço o contato, removo o sistema e só então parto para a outra caixa.
Por quê?
Porque fazer as duas caixas simultaneamente cria uma verdadeira competição de forças: afastamento mecânico, compressão do ligamento periodontal e diferentes vetores atuando sobre as matrizes.
Ao trabalhar uma caixa de cada vez, você controla melhor o espaço, a adaptação da matriz e, principalmente, a obtenção de um ponto de contato previsível e funcional.
Parece um detalhe.
Mas, na Odontologia, muitas vezes é justamente o detalhe que separa uma restauração apenas feita de uma restauração bem executada.
E é esse tipo de detalhe que eu ensino no Dominando as Resinas Posteriores: não apenas como colocar resina, mas como pensar cada etapa para alcançar restaurações posteriores com anatomia, função, contato proximal e acabamento de excelência.
Porque posterior bem feito não acontece por acaso.
É método. É estratégia. É domínio clínico.