20/10/2013
MEDO DO DENTISTA? AQUI NÃO.
Algumas dicas para superar o desconforto.
ESCOLHA O DENTISTA QUE VOCÊ SE IDENTIFIQUE:
É importante que você confie no profissional, principalmente se você já teve alguma experiência desagradável em tratamentos odontológicos. E, se necessário, procure outro especialista com o qual se sinta mais à vontade.
FALE SOBRE SEUS MEDOS:
Falar sobre o que lhe preocupa, muitas vezes já é suficiente para relaxar.Hoje muitos dentistas estão preparados para lidar com ansiedades dos pacientes,por isso, exponha seus receios e inseguranças, logo na primeira consulta.
NÃO SINTA VERGONHA:
Não sinta constrangimento e não esconda o seu medo ao tratamento odontológico. É importante saber que você não está sozinho: os homens, em particular, f**am bem mais tranquilos quando admitem essa dificuldade e percebem que ter medo não diminui de forma alguma sua virilidade.
O QUE MAIS ASSUSTA
Identifique e exponha o que provoca mais incômodo no tratamento: a anestesia, o cheiro típico do consultório, o temor de sentir dor mesmo sob efeito da anestesia ou outro aspecto qualquer.
DÊ TEMPO.
Não esprema a consulta entre um compromisso e outro,pode ser ainda mais estressante. Marque um horário quando estiver menos sobrecarregado isso ajuda a chegar ao consultório mais relaxado.
A INFORMAÇÃO PODE AJUDAR
Você pode pedir ao dentista que lhe explique cada passo do tratamento. Combine com seu dentista que se você sentir qualquer desconforto, isso o ajuda a sentir-se mais seguro.
RELAXE!
Evite alimentos ou bebidas excitantes, como café, chá-mate, chá preto ou refrigerantes, antes da consulta. Evite estas substâncias também na noite anterior, já que a ideia é dormir bem e chegar ao consultório descansado.
VISITAS MAIS FREQUENTES, MENOS PROBLEMAS
Para evitar intervenções mais evasivas e portanto, mais temíveis, é recomendável fazer duas consultas de rotina por ano. Esta assiduidade, somada a uma higiene bucal correta com uso constante de fio dental e enxaguante, é a forma mais inteligente e ef**az na prevenção.
DICA PARA OS PAIS:
A criança deve ir ao dentista pela primeira consulta por volta dos 3 anos e retornar a cada seis meses, mesmo que não haja problemas. Dessa maneira, os pequenos se familiarizam com o consultório dentário.
Geralmente, os pequenos são colaborativos a partir dos 2 anos e meio.
Os adultos jamais devem usar o tratamento odontológico ou o profissional dessa área como ameaça de punição, com frases do tipo “se não escovar os dentes, amanhã te levo ao dentista para tomar injeção na boca”.
Evite falar,na presença das crianças, sobre tratamentos traumáticos aos quais você ou algum conhecido tenha se submetido ou sobre experiências negativas ocorridas no dentista.
Não aceite que seu filho seja submetido a anestesia geral, exceto em caso de extrema necessidade. Em caso de dúvida, opte por outro profissional capaz de contornar a não colaboração da criança com outros métodos, como jogos ou abordagem acompanhada por psicólogo.
UM POUCO DE MEMÓRIA:
O equipamento, os instrumentais, os aparelhos usados antigamente causavam, no mínimo, um desconforto grande ao paciente, isto, sem dizer na dor, propriamente. Não haviam agulhas descartáveis . As utilizadas precisavam ter grosso calibre para poderem suportar às diversas vezes em que eram desinfetadas. Ao se aplicar uma anestesia, portanto, com uma agulha destas, é evidente que se traumatizava mais do que o necessário. Para uma cavidade ser aberta, usava-se a caneta de baixa rotação e esta só funcionava bem sob pressão. Além da força, o paciente sentia também o trepidar até mesmo da cabeça toda. Um horror!”, afirma Lúcia Kfouri.
JUSTIFICANDO:
A ansiedade (medo) é inerente ao ser humano, é uma reação psicofisiológica de alerta frente a algum perigo ou ameaça. Ela pode ser normal ou patológica, leve ou grave, prejudicial ou benéf**a, episódica ou persistente, causada orgânica ou psicologicamente, podendo afetar ou não a percepção e a memória. É uma resposta a uma ameaça desconhecida, interna, vaga ou de origem conflituosa. É uma sensação difusa e por vezes, vaga de apreensão, podendo ser acompanhada por uma ou mais sensações somáticas, tais como inquietação, perspiração, aperto no tórax, desconforto abdominal, aceleração cardíaca e ou respiratória, necessidade de evacuar e urgência urinária. Quando considerada apenas como um sinal de alerta, a ansiedade tem qualidades de preservação da vida, proporcionando a evitação de danos, alertando o sujeito quanto às ações, preventivas ou não, frente aos perigos.
OS BENEFÍCIOS DA TCC:
Através das técnicas da terapia cognitivo-comportamental, as crenças não verdadeiras e os pensamentos distorcidos em relação ao tratamento odontológico e ao medo de dentista podem ser modif**ados pelo acesso a pensamentos mais lógicos e realistas, desenvolvendo-se novas crenças, facilitando a mudança psicológica e comportamental. Outras técnicas da TCC propiciam aprendizagens determinantes para superar o medo. Aprende-se, por exemplo, a suportar a dor e perceber que nem todo procedimento odontológico causa dor e os que causam, como a picada da agulha da anestesia, são suportáveis e nem tanto dolorosas como se imagina.
Vale salientar também, que cabe ao dentista, compreender seu cliente como ser humano completo, pois sempre estará tratando de uma parte de um todo e não é apenas uma região com necessidade terapêutica. Ao ser atendido de forma mais tranqüila e humana, o paciente torna-se mais cooperativo. O dentista não pode ignorar a parte emocional dos pacientes, a qual é fundamental para o diagnóstico e tratamento odontológico. Aumentar o vínculo afetivo entre profissional e paciente é vital para o bom andamento do tratamento odontológico, pois uma atitude empática do dentista, seu respeito às queixas e sentimentos do paciente e pela explicação clara dos procedimentos que serão realizados pode minimizar e até suprimir o medo que o paciente tem. Outras estratégias podem contornar o medo do tratamento odontológico: técnicas de relaxamento e respiração, de distração e conversas sobre temas amenos.