Oscardtm10

Como chegar Site Entre em contato com a clínica dentária

Oscardtm10 Dr. Oscar Anacleto é cirurgião dentista especialista em Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular

11/09/2026

DTM não é uma só.

Essa parece uma frase simples, mas faz muita diferença na prática.

Às vezes, recebemos um paciente com dor na região da ATM, estalos, dor muscular, cefaleia, relato de bruxismo… e rapidamente colocamos tudo dentro do mesmo diagnóstico: “é DTM”.

Mas qual DTM?

Existem pacientes com condições predominantemente musculares, outros com condições articulares, e também aqueles que apresentam mais de uma condição ao mesmo tempo.

E ainda há situações em que a dor de cabeça, por exemplo, precisa ser investigada e diferenciada de outras condições de dor.

É aí que o raciocínio clínico faz diferença.

Eu gosto de seguir uma sequência simples:

escutar o paciente → entender a história da dor → examinar → estabelecer o diagnóstico → só então pensar na conduta.

A ressonância pode mostrar uma alteração.
O paciente pode relatar que range os dentes.
A palpação pode provocar dor.

Tudo isso importa.

Mas nenhuma dessas informações, isoladamente, conta toda a história.

O mesmo rótulo — DTM — pode esconder problemas diferentes. E problemas diferentes podem exigir condutas diferentes.

Por isso, talvez uma das perguntas mais importantes diante de um paciente com DTM seja justamente:

“Qual condição está presente neste paciente?”

É esse olhar mais cuidadoso que procuro levar para a minha prática clínica, para a pesquisa e para o ensino em DTM e Dor Orofacial.

Diagnosticar melhor é, muitas vezes, começar tratando o paciente de forma diferente.

— Oscar Anacleto
Mestre e especialista em DTM e Dor Orofacial
Professor e pesquisador

E se o paciente não souber que apresenta determinados comportamentos relacionados ao bruxismo?Um estudo recente avaliou ...
02/09/2026

E se o paciente não souber que apresenta determinados comportamentos relacionados ao bruxismo?

Um estudo recente avaliou 150 pacientes antes da terapia com implantes.

A avaliação clínica identificou bruxismo em 31,3% dos participantes, enquanto 26% relataram apresentar sono, vigília ou ambos os tipos de bruxismo. A concordância entre as duas formas de avaliação foi moderada (κ = 0,46).

Isso não signif**a que 5,3% dos pacientes “tinham bruxismo e não sabiam”. O estudo não permite fazer essa afirmação.

Mas levanta uma questão clínica importante:

até que ponto o autorrelato, isoladamente, é suficiente para investigar bruxismo?

O próprio estudo utilizou avaliação clínica associada ao autorrelato, além de investigar comportamentos que podem não ser reconhecidos pelo paciente, como apoiar ou empurrar a mandíbula.

Às vezes, o problema não está na falta de informação. Está na forma como interpretamos o caso.Li recentemente este artig...
01/09/2026

Às vezes, o problema não está na falta de informação. Está na forma como interpretamos o caso.

Li recentemente este artigo no Journal of Oral Rehabilitation e achei interessante justamente por ele não tratar a falha diagnóstica em DTM como um simples “erro do profissional”.

Os autores propõem um Five-Domain Framework, reunindo cinco fatores que podem interagir nesse processo: déficits educacionais, reducionismo estrutural, superinterpretação oclusal, fragmentação do sistema e dissonância ética.

O ponto que mais me chamou atenção é a sequência que existe por trás de muitas decisões clínicas:

o que encontramos → como interpretamos → como diagnosticamos → o que decidimos fazer.

Uma alteração na imagem pode ser real. Uma característica oclusal pode existir. Um paciente pode apresentar dor.

A questão é: qual é o peso de cada uma dessas informações dentro daquele diagnóstico?

O artigo propõe uma forma interessante de pensar sobre isso. E aqui faço uma ressalva importante: estamos diante de um framework conceitual, ainda dependente de validação empírica. Os próprios autores o apresentam como uma hipótese para futuras pesquisas.

Para mim, essa é uma das partes mais importantes da Odontologia Baseada em Evidências: não apenas conhecer artigos, mas saber até onde podemos ir com aquilo que eles mostram.

Na DTM e na Dor Orofacial, diagnóstico não é apenas encontrar uma alteração. É integrar dados clínicos, contexto e evidências antes de decidir.

Axl Rose falou durante seu show , no MetLife Stadium sobre sua experiência  relacionada a DTM  e sintomas que estavam in...
20/08/2026

Axl Rose falou durante seu show , no MetLife Stadium sobre sua experiência relacionada a DTM e sintomas que estavam interferindo em suas apresentações.
Mas o que isso nos ensina sobre a condição?

Durante o show do Guns N’ Roses no MetLife Stadium, em 12 de agosto, Axl Rose contou ao público que havia passado recentemente por um procedimento relacionado à TMJ (articulação temporomandibular). Ele relatou dormência em um lado da boca e sensações e ruídos que estavam tornando o canto mais desafiador.

Para um cantor, isso ganha uma dimensão particularmente interessante.

Cantar exige movimentos coordenados da mandíbula, língua, lábios e musculatura orofacial. Portanto, alterações que interferem nesses movimentos podem ter impacto direto sobre uma função que, para um profissional da voz, é essencial.

Mas existe uma lição clínica ainda mais importante.

DTM não é sinônimo de “problema na ATM”.

Os Transtornos Temporomandibulares envolvem diferentes condições e podem apresentar manifestações musculares, articulares ou uma combinação delas.

Por isso, diante de um paciente com dor, ruídos, limitação de movimento ou qualquer outra alteração, não basta perguntar:

“O que eu encontrei?”

Precisamos perguntar:

“Esse achado realmente explica a queixa e a limitação funcional deste paciente?”

É aí que entra o raciocínio clínico.

E talvez esse seja um dos pontos mais importantes da DTM e da Dor Orofacial: não tratamos simplesmente uma imagem, um estalo ou uma alteração encontrada no exame. Tratamos uma pessoa, suas queixas e sua função.

O caso de Axl Rose chama atenção justamente por isso: a mandíbula não participa apenas da mastigação. Ela também está envolvida em funções fundamentais para comunicação e expressão.
Assista ao trecho em que Axl Rose comenta sua experiência:
YouTube — https://www.youtube.com/watch?v=SDsp1qvodYU
Oscar Anacleto Teixeira Junior
Mestre em DTM e Dor Orofacial | Professor | Pesquisador

# OrofacialPain

18/08/2026

Bruxismo explica toda dor na mandíbula?
A resposta é: não necessariamente.

Bruxismo e dor não são sinônimos.

O bruxismo é uma atividade repetitiva dos músculos mastigatórios que pode ocorrer durante o sono ou durante a vigília.

Mas encontrar sinais ou suspeitar de bruxismo não signif**a, automaticamente, encontrar a causa da dor.

E existe outro ponto importante:

DTM não é uma coisa só.

A dor pode estar relacionada a diferentes estruturas e condições, incluindo músculos mastigatórios e articulação temporomandibular.

Por isso, diante de um paciente com dor, a pergunta não deveria ser apenas:

“Ele tem bruxismo?”

Mas também:

“Que dor é essa?”
“Onde ela está?”
“Quando aparece?”
“Quais achados clínicos estão presentes?”

É essa avaliação que permite sair da associação automática e avançar para um diagnóstico mais preciso.

Bruxismo pode fazer parte do caso.
Mas não necessariamente explica a dor.

Bruxismo precisa ser investigado. Não presumido.

🇪🇸 ¿El bruxismo explica todo dolor mandibular?

No necesariamente.

El bruxismo y el dolor no son sinónimos. La presencia de bruxismo no signif**a, por sí sola, que hayamos encontrado la causa del dolor.

Por eso, ante un paciente con dolor, es necesario evaluar qué dolor presenta, dónde está, cuándo aparece y qué hallazgos clínicos están presentes.

Asociación no signif**a causalidad.

Na sua prática, você ainda encontra a associação automática entre bruxismo e dor?

My personal takeaway from today’s IAOFP Mid-Summer Meeting:“The future of Orofacial Pain will depend less on new techniq...
04/08/2026

My personal takeaway from today’s IAOFP Mid-Summer Meeting:

“The future of Orofacial Pain will depend less on new techniques and more on how we educate and train professionals.”

This is my personal reflection after listening to experts from different parts of the world.

Foram mais de duas horas acompanhando especialistas de diferentes países discutindo o presente e o futuro da Dor Orofacial em seus sistemas de saúde.

Embora cada país tenha sua própria realidade, uma percepção ficou muito clara para mim:

O avanço da Dor Orofacial depende menos de novas técnicas isoladas e muito mais da formação de profissionais capazes de diagnosticar, raciocinar clinicamente e oferecer um cuidado baseado em evidências.

Essa é uma reflexão pessoal construída a partir das discussões apresentadas durante o IAOFP Mid-Summer Meeting.

Este é apenas o primeiro post de uma série.

Nos próximos dias, vou compartilhar os principais insights apresentados por especialistas de diferentes continentes, abordando temas como:

• reconhecimento da especialidade;
• ensino e formação em Dor Orofacial;
• acesso ao tratamento;
• pesquisa científ**a;
• os desafios enfrentados em diferentes países;
• e as perspectivas para o futuro da nossa área.

Acredito que essas discussões interessam não apenas aos especialistas em DTM e Dor Orofacial, mas a todo cirurgião-dentista que deseja compreender para onde nossa especialidade está caminhando.

Parabéns à pela iniciativa de reunir especialistas de diferentes regiões do mundo em uma discussão tão relevante.

Acompanhe esta série, salve este post e compartilhe com colegas que tenham interesse em Dor Orofacial.

Qual foi a sua principal reflexão sobre o futuro da Dor Orofacial?
Excellent presentations by colleagues from different parts of the world.

fa Daniele Manfredini Steven Bender Dra. Eka Pérez-Franco Ghabi Kaspo Prof. Dr. Satish Devarajan MDS

Nem todo curso muda sua prática clínica. Alguns mudam sua forma de pensar.A diferença entre um atendimento previsível e ...
31/07/2026

Nem todo curso muda sua prática clínica. Alguns mudam sua forma de pensar.

A diferença entre um atendimento previsível e um caso que gera insegurança, muitas vezes, não está na técnica, mas no raciocínio clínico.

Nesta Imersão Clínica em DTM, Bruxismo e Dor Orofacial, o foco não é decorar protocolos. O objetivo é desenvolver um processo de tomada de decisão baseado nas melhores evidências científ**as disponíveis.

Durante dois dias de imersão, discutiremos como estruturar o diagnóstico, interpretar sinais e sintomas, diferenciar condições clínicas frequentemente confundidas e definir condutas de forma crítica e segura. Além disso, você acompanhará uma demonstração clínica em paciente, observando todo o raciocínio utilizado durante a avaliação e o planejamento terapêutico.

Também abordaremos a aplicação prática do protocolo DC/TMD, atualização em bruxismo, utilização de laserterapia, Dry Needling e TENS, sempre dentro de uma abordagem baseada em evidências e voltada à realidade clínica do cirurgião-dentista.

Restam apenas 2 vagas.

Se você busca mais segurança para conduzir ou encaminhar casos de DTM e Dor Orofacial e deseja incorporar esse conhecimento imediatamente à sua rotina clínica, entre em contato pelo WhatsApp e solicite as informações da imersão.

Há alguns anos, era comum discutir as Disfunções Temporomandibulares (DTM) quase exclusivamente sob a perspectiva da ocl...
22/07/2026

Há alguns anos, era comum discutir as Disfunções Temporomandibulares (DTM) quase exclusivamente sob a perspectiva da oclusão.

Ao ler o editorial mais recente do Journal of Clinical Medicine, f**a evidente que a especialidade está evoluindo em outra direção. Hoje, as principais linhas de pesquisa concentram-se na integração do modelo biopsicossocial, no avanço dos métodos diagnósticos, na relação entre sono, bruxismo e dor, na personalização dos tratamentos e na prevenção da cronif**ação.

Essa mudança não signif**a abandonar conceitos clássicos, mas ampliar a compreensão da DTM como uma condição complexa, que exige uma abordagem cada vez mais individualizada e interdisciplinar.

Mais do que acompanhar novas tecnologias, precisamos acompanhar a evolução do conhecimento científico.

Na sua prática clínica, qual dessas mudanças você considera que terá maior impacto nos próximos anos?

Baseado no editorial “Bruxism and Temporomandibular Disorders: Current Advances and Future Challenges”, publicado no Journal of Clinical Medicine (2026).

Endereço

Rua Coronel Cândido De Souza Dias, 53
Arceburgo, MG
37820000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 13:00 - 19:00
Terça-feira 08:00 - 12:00
Quarta-feira 13:00 - 19:00
Quinta-feira 13:00 - 18:00
Sexta-feira 08:00 - 12:00

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando Oscardtm10 publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Clínica Dentária

Envie uma mensagem para Oscardtm10:

Compartilhar

Categoria