22/01/2026
Quando a radiografia panorâmica engana… e a tomografia muda tudo.
Na panorâmica, os caninos aparentavam estar impactados, mas sem sinais claros de risco.
Com base apenas nessa imagem, a conduta poderia ser acompanhamento ou exodontia dos decíduos.
Mas a tomografia muda completamente o cenário.
A avaliação tridimensional mostrou contato íntimo dos caninos com as raízes dos incisivos laterais, com risco altíssimo de reabsorção radicular — possivelmente já em estágio inicial.
Duas semanas após as extrações e a exposição parcial das coroas, realizadas pela minha amiga , já foi possível observar mudança na posição dos caninos.
A partir daí, optamos por uma mecânica para retrair os caninos, diminuir a área de risco e afastá-los das raízes dos incisivos laterais.
Após três meses (com um mês já sem os botões), os caninos seguem uma trajetória mais favorável, com controle biomecânico adequado, preservando os incisivos laterais e evitando danos irreversíveis.
Quatro consultas e quatro meses de tratamento.
Agora é só aguardar a troca dos dentes e, depois, realizar a possível ortodontia corretiva.