02/07/2026
Muito se fala das lesões causadas por choques entre atletas, mas pouco se discute sobre os mecanismos de trauma envolvendo outros objetos do jogo, como a bola, a trave e o solo. Esses impactos também podem gerar lesões importantes e jamais devem ser subestimados.
Um exemplo aconteceu com Lucas Paquetá, que recebeu uma forte bolada no rosto após um chute do próprio companheiro Bruno Guimarães, durante a partida contra o Japão.
Do ponto de vista biomecânico, a gravidade da lesão não depende apenas do objeto que atinge o atleta, mas da quantidade de energia transferida no momento do impacto. No caso da bola, apesar de sua baixa rigidez, ela pode atingir velocidades superiores a 100 km/h. Quando essa velocidade é combinada à sua massa, o resultado é uma força de impacto capaz de gerar pressões elevadas sobre estruturas delicadas da face.
Dependendo da região atingida, esse mecanismo pode causar fraturas dos ossos da face, lesões oculares, trauma nasal, lacerações de tecidos moles e até concussões. Por isso, toda pancada facial deve ser avaliada com atenção, principalmente quando há dor intensa, deformidade, alterações visuais, sangramento persistente ou perda de consciência.
Na odontologia do esporte, compreender o mecanismo do trauma é essencial para estimar a energia envolvida, prever as possíveis lesões e definir a melhor conduta para que o atleta retorne ao esporte com segurança.
Alem disso, é importante lembrarmos que antes que a lesão aconteça, a melhor estratégia é a prevenção. O protetor bucal personalizado ajuda a absorver e dissipar boa parte da energia dos impactos, reduzindo o risco de fraturas dentárias e lesões nos tecidos da boca. Em um esporte com tantos mecanismos de trauma, ele deveria ser tão indispensável quanto a caneleira.