08/05/2022
“Se quer encontrar a vida é preciso perdê-la”
Nós mães conseguimos entender muito bem o que isso quer dizer.
Temos uma grande chance de viver esse chamado, de parar de pensar em nós e viver para outros. De nos sacrificarmos alegremente por quem amamos.
O objetivo de todo o ser humano é alcançar a felicidade. Mas não conquistamos a felicidade quando buscamos o mais confortável e desejável, e sim quando amamos com determinação, mesmo que o amor envolva sacrifício.
No entanto podemos nos deparar com uma armadilha que nos levará a perder a nossa vida, porque simplesmente permitimos que o nosso eixo seja esquecido. Perder não no bom sentido de olharmos para fora de nós e não ter medo de nos sacrificarmos por amor, mas no sentido de ver a nossa vida escapar das nossas mãos, de perdermos o centro de nossa existência, a motivação pelo qual agimos e acordamos todos os dias.
Que perigo é esse? O ativismo. Se corre sem saber para onde vai e não se vai a lugar algum. É uma armadilha que abafa nossos erros sob o brilho dos resultados imediatos, adia indefinidamente os diagnósticos dos nossos defeitos e por fim acaba por levar ao fracasso vidas que jamais aprenderam a dar-se sem perder-se, porque desconhecem a si próprias.
Temos muitas coisas a fazer, as demandas são inúmeras, no entanto se não colocarmos amor a cada momento, renovando esse amor, o motivo da nossa entrega, esquecendo de nos voltarmos ao nosso centro, a nossa razão de viver, teremos um dia cheio de deveres “cumpridos”, mas não realizados.
Não basta ser mãe e fazer muitas coisas que idealmente são nobres, é preciso colocar amor real a cada momento, do contrário será armadilha o que era trampolim.
Feliz dia das mães ❤️🙏🏼