26/06/2026
A gente atendeu agora a paciente Isabela, que tem uma alteração genética relacionada à formação dos dentes.
E isso é mais comum do que muita gente imagina.
Ao longo da evolução humana, o número de dentes também foi mudando.
No passado, o homem precisava de dentes mais potentes, mandíbulas mais fortes e uma capacidade maior de mastigação — afinal, a alimentação era muito diferente: alimentos mais duros, crus, sem o preparo que temos hoje.
Com o passar do tempo, com o domínio do fogo, o cozimento dos alimentos e a evolução da agricultura, a necessidade mastigatória foi mudando.
E algumas características genéticas foram sendo passadas adiante.
Por isso, hoje a gente encontra crianças que nascem sem alguns dentes permanentes.
Em outros casos, encontramos dentes a mais — como pessoas que têm o siso e ainda um dente extra depois dele.
Isso mostra uma coisa importante: nem todo sorriso segue exatamente o mesmo padrão.
Cada paciente precisa ser avaliado de forma individual, entendendo a genética, o desenvolvimento, a função e a estética daquele caso.
E talvez, no futuro, o que a gente considera um “sorriso ideal” seja diferente do que vemos hoje.
A odontologia também acompanha a evolução.
Por isso, antes de comparar o sorriso do seu filho com o de outra criança, avalie.
Às vezes, aquilo que parece estranho é apenas uma característica individual que precisa de acompanhamento e planejamento. ✅🦷
Responsável Técnico Unidade Guarapuava: Rafaela Cristina Franciosi Pacheco - EPAO 4258 / CRO-PR 19988 e Responsável Técnico Unidade Irati: Guilherme Loss Machado - EPAO 5296 / CRO-PR 20076.