09/01/2026
O tártaro, também conhecido como cálculo dental, é o resultado da mineralização da placa bacteriana que se acumula sobre os dentes e sob a gengiva.
Diferente da placa, ele não pode ser removido com escovação comum, exige intervenção profissional.
A remoção do tártaro é realizada através de um procedimento chamado raspagem e alisamento coronorradicular, que tem como objetivo eliminar o acúmulo de cálculo e toxinas bacterianas aderidas à superfície dental.
O processo é dividido em etapas:
Avaliação clínica: o cirurgião-dentista identifica a extensão do acúmulo de tártaro, geralmente por meio de inspeção visual e sondagem periodontal.
Raspagem ultrassônica: utiliza-se um aparelho de ultrassom odontológico, que emite vibrações de alta frequência capazes de fragmentar o tártaro sem danificar o esmalte dental.
Raspagem manual: complementa-se o procedimento com instrumentos manuais (curetas periodontais), que alcançam áreas interdentais e subgengivais, onde o tártaro costuma se acumular.
Alisamento radicular: nas regiões em que há inflamação gengival ou bolsas periodontais, realiza-se o alisamento das superfícies radiculares, removendo irregularidades que possam reter nova placa bacteriana.
Polimento dental: finaliza-se com o polimento profilático, utilizando escovas rotatórias e pastas específicas, restaurando o brilho e suavidade dos dentes.
🔹 O que esperar após o procedimento?
É comum um leve desconforto gengival nas primeiras horas, especialmente em áreas com inflamação pré-existente. O dentista pode recomendar o uso de antissépticos bucais e reforçar as orientações de higiene oral.
🔹 Por que é tão importante?
A remoção periódica do tártaro previne gengivite, periodontite, mau hálito e retração gengival.
Além disso, mantém a saúde dos tecidos de suporte dental, garantindo longevidade e estabilidade do sorriso.
👉 A profilaxia profissional deve ser feita, em média, a cada 6 meses, ou conforme a necessidade individual avaliada pelo cirurgião-dentista.
💬 Você lembra quando foi sua última limpeza profissional?